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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

F.E.A.R 3


Bem-vindo ao “Almaverso”


F.E.A.R. sempre se destacou como um dos poucos FPS (jogo de tiro em primeira pessoa) capazes de apresentar, juntamente com o nível de ação que se espera do gênero, uma trama elaborada e cheia de reentrâncias. Afinal, cá entre nós, fundir um universo de horror típico de um survival horror com o frenesi dos jogos de tiro não é tarefa das mais simples.


iro não é tarefa das mais simples.
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E, quer saber? F.E.A.R. 3 parece perfeitamente apto a dar continuidade ao legado da franquia, acrescentando ainda uma ou duas coisas durante o processo. Durante a recente edição da feira E3 (Electronic Entertainment Expo), a desenvolvedora Day 1 Studios apareceu com uma versão límpida, variada e — o que não poderia faltar — particularmente assustadora do título que deve dar as caras até o final de setembro.
Entre as melhorias óbvias em relação às versões preliminares que haviam sido demonstradas, F.E.A.R. 3 apareceu com uma engine (motor de jogo) muito mais elaborada, texturas mais ricas e uma iluminação bem mais convincente — essencial para causar os tradicionais “sustos” da série. Por outro lado, também não faltaram cenas de ação e a promessa de uma campanha cooperativa bastante singular.
Paxton Fettel está de volta
Img_originalQuem jogou o primeiro F.E.A.R.  deve se lembrar bem de Paxton Fettel. Trata-se do mago que era caçado por seu próprio irmão, Point Man, e que, ao final, ganhou um belo tiro na testa e partiu dessa para melhor... Quer dizer, ele realmente partiu? Bem, aparentemente não. Paxton volta agora como um espectro para ajudar seu irmão a encontrar o que restou dos poderes pérfidos de Alma — a figura misteriosa que é também o cerne de toda a trama de F.E.A.R.
Quais seriam as vantagens de se ter um fantasma como aliado? Várias, aparentemente. Entre suas virtudes, Paxton conta com poderes telecinéticos — que cobrem desde o arremesso de um barril até a levitação de um inimigo apavorado. Trata-se sem dúvida de um belo contraponto ao estilo “atire primeiro, pergunte depois” de Point Man.
O gerador de sustos
Então você já passou por um cenário, acabou tendo pouca sorte e, por atravessar o mesmo trecho pela segunda vez, acredita que esteja totalmente livre de surpresas? Melhor olhar novamente. São situações como essas que o sistema generative scares, controlador da intrincada I.A. (inteligência artificial) de F.E.A.R. 3, pretende evitar.
Basicamente, o “gerador de sustos” particular da Day 1 Studios controla o número de inimigos que entra em cena, quando esses inimigos aparecem e qual é a natureza de cada um deles — tornando praticamente impossível que se prevejam os movimentos da horda demoníaca do jogo. Em outras palavras, um ataque que tenha início com alguns zumbis de poder mediano pode desembocar em uma turba demoníaca que torna essencial a jogabilidade cooperativa.




No mais, o caráter tático da I.A. também mostra um bom serviço. É natural que os inimigos aqui, ao coordenarem um ataque, extraiam o melhor do ambiente, flanqueando, buscando cobertura, rolando e ganhando terreno.
Bem-vindo ao “Almaverso”
Em certos momentos do jogo, você será surpreendido por itens estranhos, como camas de hospital, ou ainda presenciará massacres oriundos de outras épocas. Mas, não se assuste — ou, melhor, assuste-se. Trata-se de uma dimensão alternativa construída pelos poderes e pela psique desordenada da própria Alma.
Nesses momentos, a narrativa tomará temporariamente um caminho enviesado — mais ou menos como o que ocorre em Silent Hill ou em alguns trechos de Batman Arkham Asylum. Após algum tempo, o andamento volta ao normal. Enfim, certamente um toque bem-vindo para se criar a imprevisibilidade típica de uma atmosfera de horror.
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No mais, a demonstração da E3 ainda mostrou que você dificilmente acabará entediado com os cenários de F.E.A.R. 3: Point Man será subitamente arremessado de um trem para uma ponte, de um apartamento para o meio de uma floresta digna de a Bruxa de Blair ou para uma usina de força. Todas as fases devem trazer também diversos braços independentes para o desenvolvimento da trama.
Vale também um destaque aqui para uma nova forma de se destruir esses mesmo ambientes. O “laser blaster” é uma poderosa arma de energia capaz de entalhar novos em um cenário, eliminando qualquer inimigo azarado durante o processo — embora se mantenha aqui o superaquecimento caso a arma seja utilizada ininterruptamente durante muito tempo.
Enfim, F.E.A.R. 3 parece perfeitamente capaz de dar o passo adiante que o legado da série certamente merece — e que, segundo muita gente, ficou faltando em Project Origin. A Day 1 pretende colocar o título nas prateleiras dia 20 de outubro. Aguarde novidades.

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