sexta-feira, 21 de maio de 2010

Castlevania: Lords of Shadow


Afinal, é uma reinvenção ou um remake?







Muita coisa mudou desde que Lords of Shadow foi oficialmente anunciado. Primeiro, a Konami decidiu que não, não se trata mais de um “remake” do primeiro jogo lançado para o saudoso Nintendinho, mas sim de um recomeço da série — embora com reminiscências familiares aqui e ali, não apenas do pioneiro dos 8 bits, mas também de jogos como Super Castlevania IV.
Também foi finalmente confirmada a existência de um representante do clã Belmont entre os personagens do jogo. E, finalmente, o protagonista, Gabriel, agora terá olhos azuis — ok, isso talvez não seja assim tão relevante. Mas, fato é que finalmente, entre evasivas e explicações genéricas, Lords of Shadow começa a ganhar forma.






Entretanto, algumas questões ainda careciam de uma explicação um pouco mais detalhada. Por exemplo, a escolha da desenvolvedora Mercury Steam para tocar o projeto. Quer dizer, quando o seu time têm desastres como Jericho na bagagem, pode ser meio difícil formar algum contrato, certo? Bem, aparentemente, o comprometimento entre Konami e Mercury Steam data de antes do lançamento de Jericho, segundo afirmou o produtor David Cox (Konami) ao site 1UP.com.
Cox afirma ainda que, na verdade, o desenvolvimento da próxima geração de Castlevania surgiu de uma produtiva competição lançada pela Konami. Vários protótipos foram demonstrados e, obviamente, Lords of Shadow acabou levando a melhor. Mas, até aquele momento, o protagonista era ainda um Belmont, e a ideia de uma versão vitaminada do primeiro Castlevania ainda era uma realidade.
Só que muita coisa ainda permanece na penumbra. Por exemplo, sabe-se que o protagonista, o misterioso Gabriel — que parte em uma missão desesperada para ressuscitar sua esposa —, possui ligações com os Belmont. Só que não vai além disso. Também a presença do icônico Dracula permanece sem confirmação.
“Não é uma cópia de God of War!”
Img_originalO discurso do produtor David Cox é entusiástico e claro: Castlevania: Lords of Shadow não é uma cópia descarada de God of War. O andamento é mais lento, os períodos de exploração sã maiores. Entretanto, é realmente muito difícil assistir ao vídeo divulgado pela Konami e não traçar, imediatamente, paralelos com o colosso da Sony, ou mesmo com o pioneiro Devil May Cry.
É só conferir os detalhes: inimigos colossais, batalhas frenéticas, toda uma gama de combos. E a escolha por uma câmera fixa evidencia ainda mais as semelhanças — além de deixar uma dúvida em relação à utilidade que a Mercury Steam pode dar ao direcional analógico direito. Segundo Cox, a escolha por manter a posição da câmera se deu para que as cenas possam sempre ser retratadas pelo melhor ângulo possível.
“Não é um hack ‘n’ slash descerebrado!”
Outra afirmação contundente por parte de David Cox. O produtor afirma que, embora haja diversas fases lineares ao longo das 50 fases (sim, 50!) do jogo, sempre será possível explorar mais um pouco, a fim de colher mais pontos de experiências — utilizados para adquirir novos combos e habilidades —, e uma profusão de itens escondidos em reentrâncias do cenário.
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Cox afirma também que sempre será possível retornar a uma fase já atravessada, a fim de recolher “até o último item”. Por fim, caso você ainda tenha alguma dúvida: “a comparação com God of War é, eu acredito, infundada. Quando as pessoas virem o jogo, e jogá-lo, elas verão que Lords of Shadow possui um andamento muito mais lento. Existe mais exploração, mais liberdade para os jogadores perambularem pelas fases e encontrar coisas”.
“Eu sou um grande fã de Street Fighter”
Quando perguntado sobre o sistema de combates a ser utilizado em Lords of Shadow, David Cox afirmou que muito de Street Fighter poderá ser encontrado. Cox afirma que, diferentemente de outros hack ‘n’ slash, muitas batalhas em LoS serão bastante estratégicas, “sobretudo contra inimigos inteligente”, afirma o produtor. Enfim, alguns chefes vão fazer você esquentar o cérebro na tentativa de encontrar táticas apropriadas.
O que permanece de Castlevania em Lords of Shadow
Lords of Shadow pretende de fato ser um recomeço da série. Mas, é claro, a Konami não seria tão ingênua a ponto de não se valer de uma miríade de detalhes que construíram a marca Castlevania ao longo dos anos. Enfim, algo de Castlevania deve certamente se manter em LoS.
Em primeiro lugar, é claro, as armas. Novamente, você terá uma arma principal, a “ Combat Cross”, e uma série de subarmas, além de magias negras e brancas — ofensivas e defensivas, respectivamente. Também diversas melodias recolhidas através de diversos Castlevania devem encontrar versões em LoS.
Não obstante, Lords of Shadow segue ainda com uma série de hiatos mal explicados. Talvez não tanto em relação ao material demonstrado até o momento, mas devido às próprias incongruências no discurso da Konami. Quer dizer, o mote principal aqui é, segundo a produtora, “um Castlevania para audiências amplas”. Não obstante, há o alarde em torno de batalhas complexas e muita exploração de cenário. Isso sem falar na suposta “reinvenção” que bebe, ao que parece, diretamente de histórias anteriores.
Mas, seja como for, o negócio é mesmo esperar para ver. Afinal, embora seja levemente preocupante ter um colosso do naipe de Castlevania nas mãos da inexpressiva (pelo menos até o momento) Mercury Steam, fato é que o alardeado apoio da Kojima Productions ao desenvolvimento acaba tranquilizando um pouco.
Castlevania: Lords of Shadow tem lançamento previsto para algum momento de 2010. Aguarde novidades. See ya!


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