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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ninety-Nine Nights II


Em algum lugar entre God of War e Dynasty Warriors...




Em qualquer guerra, existe uma classe oficiais que dedicam-se exclusivamente ao traçado de linhas estratégicas, ocupando-se em organizar a presença das tropas no fronte, equacionar questões de logística e, por fim, conceber um plano que possa fazer o inimigo beijar definitivamente a lona. Bem, pelo menos em Ninety-Nine Nights 2, esse NÃO é você.
O Baixaki Jogos testou a demonstração jogável recentemente liberada para o grande público, a fim de comprovar o que o espaço quatro anos foi capaz de fazer pela franquia da Konami — que, sempre é bom lembrar, apenas produz o jogo aqui.
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Quem jogou o primeiro título da Q Entertainment já sabe mais ou menos o que esperar: hack ‘n’ slash caótico em ambientes massivos, salpicado aqui e ali por alguns chefes ou inimigos mais destacados. Isso se mantém aqui, embora — justiça seja feita — não sem algumas melhorias.
A primeira delas, talvez uma das primeiras que saltam à vista, é a admirável consistência na taxa de fps (quadros por segundo), mesmo nos cenários mais atulhados. Tudo bem, eventualmente, batalhas massivas em que mal se pode enxergar o chão não são o seu estilo. Mas é realmente admirável que uma tela abarrotada de monstruosidades, xamãs demoníacos e demônios propriamente ditos consiga se manter sem o menor indício de travamento.
Orphea Castle Gates
Em apenas três meses, o Senhor da Noite colocou uma nação após a outra de joelhos. 92 dias se passaram desde a aparição repentina do Senhor da Noite. O seu vasto exército marcha agora sobre o último reino — a terra sagrada de Orphea”
Img_originalCaso você esteja na dúvida em relação a comprar ou não N3 2 quando este sair em algum momento de julho, a primeira fase da demonstração, “Orphea Castle Gates”, é certamente uma boa pedida. Trata-se do climaDynasty Warriors que deve acompanhar a maior parte do game, assim como acontecia com seu antecessor.
A primeira missão trata de conter os avanços do algoz maior do jogo, o Senhor da Noite. Segundo se pode ler na descrição, um inquebrantável sujeito dominou a imensa maior parte dos reinos do mundo, restando apenas um reduto e foco de reação: a “terra sagrada de Orphea”. É aí que você aparece, em uma tentativa de ganhar terreno e suplantar os infindáveis exércitos do tirano.
Basicamente, assim que você fica o pé nas proximidades do castelo de Orphea, uma enxurrada de inimigos se lança sobre o protagonista — sequer dá tempo de dar uma olhada maior nos cenários, verdade seja dita. O negócio é identificar quais são os ataques mais básicos, e partir para a desforra. Ao final da fase, um ogro aparece; nada fora do comum — a não ser, talvez, pelos detalhes cor-de-rosa do monstrengo.
Ataques e habilidades
Para a pancadaria pura e simples, N3 2 traz três botões básicos de ataque: forte, fraco e perfurante — acabar com um inimigo morto preso à lâmina é uma cena digna de nota. Com o ataque fraco, o seu herói dispara uma sequência bastante rápida de combos, por terra ou aéreos. Vale reparar nos ataques aéreos aqui, que são, na verdade, uma das poucas formas de se conseguir respiro durante as batalhas, já que o herói fica temporariamente distante dos soldados rasos que inundam os cenários na maior parte do tempo.
Existem também habilidades. São quatro, uma para cada botão da face do controle pressionado juntamente com “LB”. Entre eles, um ataque de área bastante bem-vindo e uma arremetida (que faz do protagonista algo como uma bola de boliche feita de energia),  também tremendamente útil.






E existem os especiais, é claro. Uma vez que a sua barra inferior seja carregada — a superior serve para indicar a saúde do personagem —, dois ataques tornam-se disponíveis. Com “Orb Attack”, as suas espadas tornam-se armas flamejantes, e os golpes passam a tirar uma energia adicional considerável. Já “Orb Spark” é o típico especial a La Golden Axe, com o personagem estanque enviando labaredas em tudo o que estiver em volta.
De fato, tanto os ataques quanto as habilidades e mesmo os especiais são bastante intuitivos e naturais, assim como no primeiro jogo. Em outras palavras, o caráter “plug-and-play” se mantém em toda a sua glória, de modo que qualquer um — mesmo alguém com pouca experiência em jogos de pancadaria — pode aprender rapidamente os comandos e sair dilacerando demônios. Mas, por falar em demônios...
Hora de encarar o Behemoth
Talvez não fosse muito arriscado colocar Ninety-Nine Nights 2 como uma espécie de cruza entreDinasty Warriors God of War — guardadas as devidas proporções, evidentemente. Tudo bem, a parcela DW você já experimentou na primeira fase da demonstração. Agora é hora da porção GoW, que aparece aqui encarnada por uma tremenda criatura de proporções bíblicas — o Behemoth.
É nesse ponto que a pancadaria “nonsense” de N3 2 parece ganhar mais personalidade. É claro, não há absolutamente nada de realmente criativo em conceber um monstro enorme que ocupa toda uma parte do cenário e espirra fogo pelas ventas. Entretanto, é fácil perceber que, sem alguma tática (por menor que seja) a tela de “tente novamente” será exibida diversas vezes.
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O Behemoth sozinho talvez não representasse um desafio assim tão grande, não fosse a imensa congregação de inimigos em volta da criatura — entre soldados rasos e xamãs demoníacos. O negócio é então despachá-los todos para, em seguida, cuidar do demônio? Melhor nem tentar, acredite.
Após algumas tentativas frustradas, você acaba percebendo que o negócio mesmo é descer o sarrafo na mão (ou seria uma pata?) do demônio, até que, por fim, um clichê dos mais batidos atualmente aparece: um mini game. O seu herói vai pular sobre a mão ferida do monstrengo, saltar sobre a sua cabeça e, por fim, desembarcar em outra parte do cenário. Aí fica realmente fácil encontrar a saída — embora não sem mais algum esmigalhar de botões.
Melhorias sem originalidade
Por fim, a demo encontra o seu final, juntamente com a já bem conhecida frase: “em breve”. Bem, em linhas gerais, pode-se dizer que Ninety-Nine Nights ganhou em qualidade. As atualizações de quadros mantêm-se sem maiores esforços, e o designe geral dos cenários não chega a decepcionar — a bem da verdade, a coisa aqui é tão frenética que você dificilmente terá tempo para prestar uma atenção maior aos cenário.
Entretanto, absolutamente nada aqui transpira originalidade. N3 2 pode ser facilmente decomposto em outros jogos, seja pelas batalhas massivas típicas de Dynaty Warriors ou pelos chefes megalômanos de God of War 3. Quer dizer, a proposta é bastante simples: esmigalhe seus botões o mais rápido que puder, sem esperar maiores motivos para fazê-lo além de uma história breve e tremendamente clichê.






as não entenda mal. A pancadaria toda — que é, afinal, a ideia do jogo — pode ser bastante divertida, desde que ambientes bélicos caóticos façam o seu estilo. Afinal, tanto a movimentação do protagonista quando a variedade disponível de ataques não decepciona. Enfim, é o bom “hack ‘n’ slash” divertido e sem muito raciocínio. Ame ou odeie.
Ninety-Nine Nights 2 tem lançamento previsto para o mês de julho. Aguarde uma análise completa aqui no Shinobi Wars. See ya!

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