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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Knights Contract


O que seria capaz de unir uma bruxa e um executor?










Hack ‘n’ Slash massivo com telas locupletadas de monstrengos pustulentos? Sim, você já viu isso. E se nós dissermos que o plano é composto por típicos cenários medievais? Ok, também nenhuma novidade. De fato não existe, aparentemente, nenhuma grande novidade na fórmula adotada pela NAMCO BANDAI em Kights Contract. Mesmo se nós acrescentarmos que tudo isso será regado a uma enorme quantidade de sangue e vísceras.
Mas, embora inovação provavelmente jamais venha a figurar entre as virtudes de Knights Contract, existe aqui uma combinação entre pancadaria pura e simples, história e ambientes que pode acabar chamando a atenção; nem que seja apenas dos fãs mais aficionados do gênero.
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Uma bruxa e um executor
O game se passa na Alemanha, durante a Idade Média. A trama conta a história de Heinrich, um executor do Tribunal do Santo Ofício encarregado em despachar para o outro mundo bruxas e demais elementos mórbidos da sociedade. Entre os executados, está a bruxa Gretchen — aqui são realmente bruxas, e não senhoras com problemas mentais ou moças libidinosas.
Entretanto, Gretchen acaba por possuir o corpo de outra garota, amaldiçoando Heinrich por toda a eternidade. Mas, como sempre, um inimigo comum pode acabar juntando forças opostas. Gretchen descobre as maquinações de um novo mau que descende sobre a Terra, e que ameaça mandá-la para o limbo uma vez mais.
Esse mau toma a forma dos Harmonculous, criaturas monstruosas criadas pelo vilão mor, o Dr. Falust. Gretchen então requisita as habilidades sobre-humanas de Heinrich para dar cabo da nova ameaça. E isso, é claro, vai lançar violência desmedida, espalhar sangue, vísceras e combos intermináveis — bem, é uma bruxa, não uma estrategista, certo?
Magia e pancadaria
Na hora dos combates, Knights Contract realmente não escapa muito do tradicional hack ‘n’ slash “esmigalhador de botões”. Na maior parte do tempo, o negócio é balançar de um lado para o outro a imensa foice de Heinrich até que todas as abominações do cenário tenham beijado os paralelepípedos da rua.
Img_originalPara tanto, Heinrich possui diversos ataques, desde os mais básicos — leve, pesado e especial — até uma ampla variedade de combos. Invariavelmente, todos esses ataques espirram sangue, vísceras e membros para todos os lados, mantendo um nível de violência que, sem problema algum, faria frente ao sanguinolento Ninja Gaiden 2.
Mas há alguma variação, é claro, conforme o duo improvável formado pelo brutamontes e pela feiticeira se vale da sua sinergia para mandar os terríveis Harmonculous para o outro mundo. Embora você controle apenas Heinrich — deixando a movimentação de Gretchen para a I.A. (inteligência artificial) o jogo —, a bruxa cumpre seu papel arremessando magias contras os inimigos, ou mesmo protegendo o seu protagonista contra a turba monstruosa.
Todas as magias liberadas pela bruxa são, é claro, ordenadas por você. Em uma delas, por exemplo, Gretchen circunda o protagonista com diversas estacas, cujo efeito é dividir ao meio quaisquer inimigos nas cercanias.
Também é possível disparar combos com a ajuda da bruxa, e até quatro poderes podem ser equipados em um dado momento — novos poderes aparecem conforme o jogo avança. Entretanto, é bom estar avisado: embora Gretchen seja particularmente poderosa, ela não é uma arma sempre em punho, invulnerável e pronta para tirar o seu protagonista de enrascadas. Em certos momento, ela deverá ser protegida.
Para além do hack ‘n’ slash...
Img_originalTudo bem, durante a maior parte do tempo você estará ocupado em mandar os facínoras do Dr. Falust para o outro mundo, lançando mão do bom e velho hack ‘n’ slash descerebrado — e, por que não?, bastante divertido. Entretanto, Knights Contract evita a mesmice acrescentando trechos com ação em plataforma e mesmo algo que se parece, embora remotamente, com um puzzle.
Em um desses momentos, Heinrich escapa de um imenso demônio. Enquanto o faz, o protagonista deve atentar ainda para os obstáculos que surgem pelo caminho, sem esquecer dos ataques liberados pelo inimigo.
A propósito, os demônios devem cumprir a sua função, tremendamente clichê, também aqui, compondo boa parte das lutas contra chefes. E, igualmente clichê, você vai despachá-los com a ajuda dos já tradicionais “quick-time events” — aquelas animações interativas, nas quais você deve apertar a sequência certa de comandos para decapitar alguém ou  simplesmente evitar um ataque.
Cabanas idílicas, montanhas e ruas com paralelepípedos
Embora a concepção do mundo fantástico de Knights Conctract passe longe de algo verdadeiramente original, a NAMCO BANDAI certamente se ocupou de construir um universo de jogo ao mesmo tempo belo e congruente. Tanto as estradas em paralelepípedos, quanto as cabanas feitas de palha, passando ainda pelos personagens. Tudo apresenta um nível de detalhamento bastante razoável.
Por outro lado, os efeitos especiais por trás das magias de Gretchen são bastante convincentes, assim como os grotescos e deformados Harmonculous — embora nem todos sejam realmente monstruosos, existindo também cavaleiros pesadamente armados com machados e armaduras.
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Ok, vá lá, é realmente difícil inovar dentro do abarrotado gênero hack ‘n’ slash. Afinal, desde que Devil May Cry deu as caras inicialmente — e mesmo outros antes dele, é claro —, tornou-se cada vez mais difícil colocar uma carta nova na mesa. Mas isso não é necessariamente um problema, claro. Afinal, se existe uma infinidade de produtoras tentando a sorte na pancadaria “descerebrada-porém-divertida”, é porque existem público e espaço, certo? Enfim.
Knight Contract tem lançamento previsto para algum momento de 2011. Fique ligado em mais novidades aqui no Shinobi Wars.







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